Recordações fantásticas… da Igreja da cidade outrora destruída pela guerra e recentemente restaurada pela missão dehoniana, dos passeios pelos bairros, do casamento na “capela” humilde com bancos primitivos, dos cânticos e embalo das danças litúrgicas na mesma, das aldeias, do passeio ao Congo, das “cucas”, das refeições com a companhia do emblemático Padre Jardim, autêntico dinossauro missionário com as suas histórias de 32 anos de Madagáscar onde esteve em “isolamento voluntário”, da harmonia entre pares apesar das diferenças e sensibilidades de cada um, da inauguração do parque, das distribuições de roupas, brinquedos, etc., um infinito número de recordações que se perpetuarão na memória de cada um.
José Sobral Torres – Luau 2018 / Angola
Cada sorriso na face das crianças era para mim interpretado como encorajamento e agradecimento. Apesar de nos encontrarmos a quilómetros da família, o empenho usado para a concretização do projeto a que nos havíamos proposto, fazia-nos olvidar essa distância. Depois desta experiência sei que recebi muito mais do que dei e por ter dado tão pouco é que me sinto com vontade de lá voltar, sendo que a voltar será a Luena, local que precisa neste momento de toda e qualquer ajuda que se possa dar.
Armindo Pinto – Luau 2018 / Angola
Após as jornadas de trabalho sob o clima quente, o anoitecer trazia as lembranças dos nossos familiares e amigos, que eram reconfortadas pelas conversas e desabafos entre nós, pintados nesse quadro. Esboços que eram desenhados, melhorados e projetados, mas no final a pintura era a de uma noite de descanso, para no dia seguinte o alvorecer ser com energia. O que sempre sucedia com este grupo pontual e eficaz.
Marta Bessa – Luau 2018 / Angola
Em agosto de 2018 permitiram que eu concretizasse mais um sonho: voltar a Luena, após 2 anos da primeira experiência de voluntariado naquele local. Este ano pude ver o que aquele lugar evoluiu, como aquelas crianças cresceram e como aqueles jovens se tornaram mais maduros. Obrigado Luena por seres sempre um lugar especial e de experiências únicas. Estou certo de que não é um Adeus, mas sim um até já! Até já “minha Luena.”
Eduardo Gomes – Luena 2018 / Angola
Os olhos de quem conhece Luena brilham ao falar com uma vontade de voltar, um paraíso desprovido de bens, mas com uma riqueza de amor incomparável. Tudo o que ambicionava durante o mês era proporcionar momentos de aprendizagem, de ternura e acima de tudo felicidade.
Cada sorriso, do mais envergonhado ao mais traquina, eram uma conquista e sinal de que, sorriso a sorriso, a missão estava a ser bem-sucedida. Obrigada, Luena por todos os teus sorrisos, obrigada por teres sido casa quando estava tão longe da minha. Até um dia, Luena!
Ana Isabel Ferreira – Luena 2018 / Angola
Voltei à minha Luena e fiz dela, mais uma vez, a minha casa por um mês. Um mês intenso. Um mês cheio de sorrisos, abraços, alegria, ritmo e tudo o resto que esta cidade sempre me forneceu. Obrigada ao meu grupo de missão por tornarem esta experiência de regresso ainda mais especial.
Wawawa Luena! Mba mutuiza kaliwana * (Adeus Luena! Até sempre*)
Carina Oliveira – Luena 2018 / Angola
Num fim de semana fomos visitar uma prisão feminina, conhecer uma cidade diferente da nossa onde estávamos instalados. Adorei, foi muito gratificante, ver mulheres sofridas, olhos tristes mas felizes com a nossa visita, dançaram, cantaram, puxaram-nos para a dança. Todos dançáramos, missionários, prisioneiras, guardas e a diretora prisional. Foi lindo… tocou-me. Em que país se viu prisioneiros e guardas, diretor prisional entrar todos na mesma dança?
Tenho a dizer que a experiência missionária tem que continuar, temos todos o dever de a divulgar, trabalhar para que todos tenham oportunidade, de ao menos uma vez na vida, fazer a sua experiência, porque quem faz de certeza não vem igual. Eu vim diferente. Sou uma pessoa realizada e muito melhor …
Maria José – Gúrué 2018 / Moçambique
Na casa da missão, a energia era fornecida através de um gerador e para quem está habituado aos luxos de Portugal, a partir das 21,30 a única energia que temos são as nossas lanternas. Mas para quem vai com o espírito de missão está tudo bem. (…) Fomos visitar a escola e aqui sim, pomo-nos a pensar que realmente vivemos, em Portugal, num LUXO e ainda estamos insatisfeitos e sempre a reclamar. É de louvar estes padres e professores que tentam ensinar estas crianças, apesar dos poucos meios e materiais. Findo o trabalho do parque, a todos nos encheu de alegria. Obra feita, era hora de voltar para as nossas casas e famílias. Viemos mais humanos e com coração cheio pela experiência de vida partilhada com quem nada tem e nós aqui com tanto. Aos sessenta anos e depois desta experiência penso como é possível, em pleno século vinte e um, esta diferença enorme na humanidade.
José Quintas – Luau 2018 / Angola
É de admirar quando dizemos que nós é que saímos de lá com o coração cheio. Os sorrisos, os abraços, a alegria… Eles são felizes com tão pouco e nós fomos felizes com eles, muito! De Luena, guardo cada momento especial, cada sorriso, cada criança e cada jovem, cada abraço… Guardo tudo! Tudo foi especial… e voltei com muito mais do que levei! Fica agora a esperança de um dia voltar onde fui (muito) feliz! Obrigada Luena.
Carla Silva – Luena 2018 / Angola
“As coisas que trouxe infelizmente não as consigo mostrar mas sempre que tenho de falar da missão lembro-me dos sorrisos e olhares trocados, dos abraços de conforto e das vivências acumuladas deste povo que tão bem sabe acolher. Guardo-os a todos no coração com fé que um dia as nossas linhas se vão voltar a cruzar!!”
Marcela Aguiar – Luena 2018 / Angola
Sim, as crianças – as da escola de Santa Teresinha e as vizinhas da nossa missão – foram a razão do nosso voluntariado! As crianças não nascem para ficar sentadas um dia inteiro, mesmo que seja numa sala de aula. As crianças precisam de espaço para brincar, correr e saltar, espaço para imaginar mundos de fantasia com os amigos, para descobrirem o mundo que as rodeia. O parque infantil é tudo isso!
Foi um mês intenso, sacrificado, partilhado e bem vivido! A realidade é que um mês se torna pouco, mas, apesar de tudo, com a inauguração do parque infantil o sentimento de “dever cumprido” envolveu-nos a todos, no sentido em que se fez tudo o que estava ao nosso alcance, e pela utilidade e beleza da obra realizada.
Pessoalmente foi um enriquecimento muito forte! Uma experiência sentida e profunda, por causa do trabalho, da oração, dos encontros e desencontros, da partilha e da beleza da natureza. Tudo me pedia a minha entrega total, e o respeitar a opinião e o espaço de cada um. Foi preciso parar para rezar e dar espaço a Deus para me fazer ver melhor, confiar, ter esperança. Foram dias novos, cheios de trabalho e suor, foram dias preenchidos por pessoas boas… Senti-me em casa desde que cheguei à missão. Fica gravada na minha memória para sempre!
Pe. António Loureiro SCJ – Luau 2018/Angola
